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5.4.18

JoanMira - "A miséria que nos impôem" - Texto


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Quando primeiro lhe retiraram o vencimento e logo a seguir o despediram, o amigo Bruno da Flôr , pensou em voz muito alta : "Arre cårulh°!”… Côrulh°s me rrrefondouåm  o cårulho! O Que é queu fiz!?... E...acabou por fazer... o que o patrão sempre fizera : entrou no gamanço!

Não sei, o que fez o meu amigo transmontano, a não ser fortes e ameaceadoras  vociferações, o que no minimo se pode esperar de todo ser humano odiando a injustiça .  Certo é que foi repentinamente atirado para o mundo "maravilhoso" dos desempregados !...

Neste mundo FDP a solidariedade terminou.

Os patrões orgulham-se da lei criada com a conivência activa dos politicos e muitos “miseráveis” baixam a cabeça; "porque pior ainda pode acontecer".

A Historia da Humanidade vive de ciclos; a sua concretização ainda esta presente na Historia contemporânea ou recente ; recordemos, por exemplo, a data de 25 de abril de 1974 e 14 de Julho de 1789 : a nada pacifica Revolução francesa…

Dizem que foi duma violência horrionda ! Não concordo, porque mesmo assim continuamos a ser "f#did°S por parasitas cujo menor defeito é a barbárie.

Não vem, talvez, muito a proposito, mas lembrando-me dos crimes cometidos contra os seres, memorias transmitidas por pessoas que as viveram ou por outros meios mediaticos, poderiamos talvez imaginar que se nos anos “40” Portugal tivesse sido ocupado por forças estrangeiras o que faria você contra essa invasão?

Confesso que, tendo nascido pós guerra e não tendo sido torturado por invasores, ter-se-me-ia colocado a questão fundamental : que terias tu feito? Não sou herói e, provavelmente, ter-me-ia revoltado… Mas não sei…Porque quando amigos próximos, família… se encontram reféns de alguns FDP o que fazer?

Mas parece que na nossa era ainda não chegamos ao auge da crueldade…

Os nossos actuais esbirros utilizam outra artimanha: obrigar os seus subalternos a submeter outros subalternos, com muita chantagem e estratégia que é conhecida desde que o primata se ergueu; objectivo: que todas as ovelhas continuem, sem reflectir, a subjugar-se aos donos do acarneirado rebanho.

Não sendo animal irracional, nem macaco, ovelha, cãozinho, nem gato, (o animal com o qual mais me pareço)... Não sendo sequer selvagem (apesar de uma memoria crocodiliana sempre presente), podem fazer contas de diminuir: não me domesticarão... Pelo contrario!

05-08-2018
JoanMira

4.4.18

JoanMira - la ministre bornée - Texte

dessin de JERC du mardi 6 mars 2018 caricature Elisabeth Borne Ministre de la casse du service public www.facebook.com/jercdessin @dessingraffjerc
Elisabeth "Bornée", ministre de la casse du Service Public

Y'en a marre, marre, marre du suffisant président Macron, de son toutou de premier ministre Edouard Philippe, de son gouvernement qui est l'alibi du premier nommé pour juste enregistrer ses desiderata et se faire écho de ses caprices d'enfant gâté. 

Et que dire de sa "collaboratrice" aux transports ? Elle nous fait presque pitié devant tant d'obéissance de chiotte (féminin de chiot), présente à toutes les interviewes qu'elle donne, éludant les questions précises des journalistes par de malheureuses banalités...

Exemples : 

"Le gouvernement tiendra bon, dans l'écoute, dans la concertation, dans le dialogue"...

"Je le dis clairement, personne ne peut comprendre que les syndicats de cheminots engagent une grève longue et pénalisante alors que le gouvernement est dans le dialogue..."

A la question d'un journaliste : "Admettez-vous que les revendications des cheminots puissent aussi être motivées par des années de mauvaises décisions des pouvoirs publics sur le développement de la SNCF?" La réponse est : "Je suis prête à poursuivre un dialogue responsable avec tout le monde."...

Bref, nous n'allons pas vous ennuyer davantage avec la "langue de bois" de la bornée. En ce qui nous concerne, nous réitérons notre solidarité aux ouvriers en grève.

04-04-2018
JoanMira

26.3.18

"Começo do dia de um trabalhador" - JoanMira - Texto



Ajustou os colarinhos, saltou da porta para o parco horizonte, enrolou um cigarro e ficou-se a passear diante da sua casa. A casa que “sozinho” construira ; as arvores alongavam as sombras possíveis da luz que se coava esbatida, amaciada em tons pálidos , numa penumbra recolhida.

Alheios , os passarinhos chilreavam . Até corvos se atreviam a passar perto da sua sombra…

As acácias erguiam as suas folhagens inertes, ainda sedentas do orvalho que, pouco a pouco, se desanuviava na gélida serenidade da manhã de inverno.

Sobre a agua ainda imóvel e aplanada do riacho, espelhando palidamente as verduras da natureza, nadavam solenemente gringas criaturas da superfície.

Paisagem idílica sem duvida, mas para o Homem era o começo da dura faina…

26-03-2018
JoanMira

22.3.18

JoanMira - "La petite fille qui rêvait d'être un ange" - Texte


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Elle ne sait pas comment elle s’appelle. Elle ne sait pas en quelle langue sont ses rêves. Elle ne sait pas ce qui a rendu les hommes furieux. Le mot esclave la précède et va la poursuivre… 

Une petite fille noire, Bakhita, enlevée à son village, à sa famille, à sa mère. Le cœur de Bakhita, et surtout son corps, n’en peuvent plus. Arrachée à l’enfance elle est violée et battue régulièrement. 

Les sévices sont "nécessaires" pour que les maîtres puissent jouir de son innocence tout en éloignant de sa mémoire toute envie de révolte. 

Elle arrive néanmoins à recouvrer la liberté. Mais pour aller où ? La forêt l’engloutit, la peur l’envahit, les animaux sauvages attendent l’heure où elle leur tombera dans la gueule. Elle a froid, elle a faim, les marques des chaînes sur ses chevilles lui font un mal lancinant… Moins que la séparation de sa mère et de la joie de l’enfance perdue… Elle n’en peut plus… 

Sa mère et ses câlins lui manquent. Et puis ses bourreaux la rattrapent. Les sévices physiques vont crescendo. Mais elle n’a plus mal à un corps malingre qui n’est plus le sien. Elle est absente. Son esprit a voyagé jusqu’au village où elle était heureuse avec sa mère, sa sœur, son père et tous les proches qui appartenaient à la vie perdue... 

Elle inspire une dernière fois et elle n'est plus. Seul s'entête son esprit.  

Un dernier regard à la nuit froide et elle rejoint, enfin, le paradis des anges. 

22-03-2018
JoanMira

16.3.18

JoanMira - "Dirigentes parolos, pessoas ávidas e todos nos" - Texto


E se velhacos ou políticos não mais fossem que seres desajustados em fuga de qualquer prisão/hospital especializados em psiquiatria do ultimo grau… 

Preciso, por conhecimento próprio, que os estabelecimentos referidos só tratam de casos extremos…

Complicado é o facto de que esses seres de sofrimento, com atitudes que enchem de receio as pessoas “normais”, andam por ai à solta, propagando tamanho terror que até as criaturas bem-formadas com “canudos” encontrados em passados e actualizados “cromos” se pasmam.

Muitos sonham com a Lotaria Nacional; um prémiozito não faria mal nenhum às suas vidas sofridas. Ajudava na sua alimentação, na renda de casa, nas contas da luz, agua…e até na simples bica.

E o carro?!

Carro qual quê, qual carapuça; em tempos existiu esse anseio disparatado; mas hoje quem tem uma viatura de quatro rodas só pensa desfazer-se dela! Reparações, seguro, multas e carburante, não é para o portuga comum; conseguir comer é um objectivo a que muitos não conseguem sequer chegar.

Essa é a situação, a vergonha nacional a que chegamos!!!

Num Pais dito rico, a grande maioria do Povo vive na quasi-miséria enquanto alguns (poucos) vivendo “à grande e à francesa” continuam a escravizar os lacaios

No estrangeiro, idem, idem:

Portugueses atirados para o desconhecido não podem sequer contar com os representantes da sua Pátria; porque esses missionários continuam “sem mexer palha” na espera regular e permanente dos milhares de €uros que, invariavelmente, lhes chegam!

Como dizia Louis Armstrong: "What a Wondeful world!"

Ele(a)s continuam pautando-se naquele tão maravilhoso mundo que os faz feliz, “borrifando-se” para os “lacaios”.

Mas quando/ou se estes se revoltarem e, disserem aos “chefes” convencidos: “Olha, vai pr’o cåråll# e larga-me os t#måte§…talvez alguma coisa mude neste mundo maravilhoso da cobardia unilateral!

Cara do Corcovado, livra-me de toda e qualquer asneira; estou no limite; da-me, por favor, a paciência do Mundo...

Bordeaux, 15 de março de 2016
JoanMira

14.3.18

"Le rhinocéros et le moustique" - Texte - Fable


Le rhinocéros « Crosrocha » (dit également "Grosse Philomène") se prélassait, tranquille, paisible, dans le peu d’eau qu’il restait dans la mare fétide.


Il savourait la victoire obtenue sur tous les animaux de la jungle.

Son dernier adversaire, le lion des roches, il n’en avait fait qu’une bouchée… toute la faune s’était rendue à son pouvoir ; il y avait bien les éléphants (les « machopinto », surtout) mais ils n’étaient pas dangereux ; forts de leur force, ils n’étaient pas spécialement belliqueux…
Sous le ciel bleu-azur, les gazelles rêvaient, les oiseaux aux couleurs chatoyantes gazouillaient, les prédateurs humains se tenaient à distance.

Hormis le chant harmonieux des alizées, rien ne venait troubler le paysage bucolique caressé par les courants tièdes ; c’était l’harmonie parfaite dans un Paradis rêvé.

Un orage grondait au loin ; bon présage pour tous. De l’eau, de l’eau… Les bêtes n’attendaient que cela ! L’eau c’est la vie ; cela signifie l’habillage en vert de la savane.

Tous se réjouissaient : les gazelles allaient pouvoir brouter, les lions pouvoir les dévorer et les hyènes préparer le festin des carcasses restantes ; les larves allaient croître, donnant naissance aux papillons ; les arbres allaient assouvir leur soif, ainsi que la végétation.

D’autres petits animaux, les rongeurs, se préparaient aussi à la fête !

Et la "Grosse Philomène" ?

De se prélasser aussi il continuait. Certes de l’eau en plus cela ne le rendait pas plus heureux , sachant que l’odeur d’égout de sa mare adorée allait disparaître…

En outre, il ne savait pas que ses jours étaient comptés !
Il avait été victime d’une piqure d’un tout petit moustique qui, dans la mare fétide à l’odeur d’excréments, avait réussi à traverser son derme…

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Il agonisait maintenant avec des pensées de regret ; que n’avait-il été plus magnanime avec les plus faibles ?

Hélas, c’était trop tard ; le moustique «Naperdoaomira », sous des airs de bête pacifique, allait mettre un terme à ses jours… Déjà les hyènes s’approchaient…et les oiseaux continuaient de gazouiller.





14-03-2016
JoanMira

"Outros tempos, as mesmas vigarices, outros protagonistas" - Texto



Quando Vítor "Dracula" Gaspar se demitiu... o desespero foi tão grande que mal consegui escrever estas ~~~linhas~~~...

Ele fez o job para que foi "contratado": "f#deR" o Pais, e venha outro alarve que se sente à mesma mesa...

Tiveste uma passagem efémera pela vida dos Portugueses e, subitamente, foste embora e bem "abotoado", presumo...

Acho que esta merd@ já foi repetida noutros tempos e noutros locais...

Résultat de recherche d'images pour "imagem caricatura de vitor gaspar"Agradeço-te, com o meu Amigo "Cara do Corcovado", todo o mal que fizeste a uma Pátria que desconheces! Foste um dos grandes ladrões que me apareceram na vida; foste o FDP que organizou o roubo das pensões de reforma e a única fonte de sobrevivência que temos: salários miseraveis.

Foste tanta coisa para mim que não tenho palavras para te "agradecer" e qualificar os teus actos, porque para “apreciar” o que fizeste às ordens do outro FDP (Peter Steps Rabbit), teria de intensamente cursar em "Roubalheira Absoluta".

Dirão alguns que a culpa não é tua; existe um primeiro-ministro que te obrigava a cumprir ordens…

Vai-te f#der, pensas enganar quem?

Quem queres convencer? Que o teu partido pugnou pela defesa dos interesses de Portugal?!

O Povo é que é Portugal, digno e honesto mesmo espoliado.

Graças à tua politica (comandada, não esqueçamos pelo teu chefe analfabruto) chegamos ao destino que nos traçaram: "miseráveis cumpridores" dessa pôrra a que chamam União €uropeia...

Foste embora, os Portugueses ficaram gratos, mas logo surgiram outros "badamerdas" pr'o teu lugar e todos os trabalhadores honestos deste Pais, um dia, irão retribuir aos vigaristas não com a mesma moeda (que para muitos começa a ser uma miragem), mas à moda que os meus Amigos do Norte bem conhecem : a moda de Fafe!

Aos Portugueses resta ainda uma coisa que vocês não têm : os cusculhões. Cretinos, vocês nem cuscos têm, quanto mais cusculinhos.

Pessoalmente, até serei muito mais directo: já que enganaram a qualquer, sem respeitar o trabalho, apetece-me é dizer:

Ora vão lá pr'o c@ralh#!!!

Bordeaux, 1 de julho de 2013.
JoanMira